October 2010
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A: O que você gostaria de me dizer?
B: Nada que possa ser dito.
A: Então por qual motivo me chamou aqui?
B: Pra tu saberes que eu tenho algo a dizer, muito importante.
A: E por que não diz logo?
B: Porque eu te amo e tenho medo do que tu possa dizer.
A: Me diga, por favor.
B: Acabei de dizer.
A: ...
B: Eu te amo muito, e não apenas como um amigo. Te quero ao meu lado sempre, quero te abraçar forte e demoradamente quando eu te ver. Eu tenho um amor enorme por ti. Só que é tão difícil, tu te importa muito com o que os outros pensam.
A: Eu nem sei o que dizer.
B: Já era de se esperar. Seja feliz com suas paixões impossíveis então, aquelas que sempre quando tu vinha falar pra mim, eu fingia estar interessada, mas no fundo, queria te calar a boca com a minha boca.
A: Eu nunca imaginei isso, não sabia que tu me via desse jeito. Tu falou assim, do nada.
B: Do nada? Tu acha que eu acaricio tua mão quando estamos sentados um ao lado do outro porque te vejo como amigo? Que te abraço, te mordo, porque és meu amigo? Engano teu.
A: Como eu não percebi? Me desculpe, mas eu preciso ir pra casa pensar. Minha cabeça está a mil, não consigo encontrar nada para te dizer.
B: Ok.
A: Tchau.
B: Até mais.